Eurico de Castilhos França (Rio Grande do Sul, 14 de agosto de 1899 – Belém, 5 de outubro de 1930) foi um capitão-tenente da Marinha do Brasil. Castilhos França era o chefe da Revolução de 1930 no Pará, mas acabou sendo morto acidentalmente no dia do início da revolta, em 5 de outubro. É considerado uma das primeiras vítimas da Revolução.

Biografia

Primeiros anos e carreira militar Eurico de Castilhos França nasceu em 14 de agosto de 1899 no estado do Rio Grande do Sul, filho de Salvador Martins França e Inocência de Castilhos França. Assentou praça de aspirante a guarda-marinha em 28 de janeiro de 1916. Em 1918 foi promovido a guarda-marinha e a segundo-tenente, o primeiro em 8 de fevereiro e o último em 6 de novembro. Em 2 de maio de 1922, já embarcado no encouraçado Floriano, Castilhos França recebeu um elogio do comandante da embarcação pelo seu bom desempenho. Passou a primeiro-tenente em 9 de fevereiro de 1923 e estava a bordo do encouraçado Minas Gerais quando da Revolução de 1924. Ascendeu ao posto de capitão-tenente em 24 de janeiro de 1929, assumindo o seu primeiro comando, o navio Mineiro, em 4 de dezembro. Também foi imediato do contratorpedeiro Pará.

Revolução de 1930 e morte Castilhos França foi enviado para o Pará, e no comando da canhoneira Ajuricaba, integrante da Flotilha do Amazonas, eclodiu a Revolução de 1930. Em Belém, foi designado chefe da rebelião do 26.o Batalhão de Infantaria que estava sendo planejada, em substituição a Magalhães Barata, que havia sido descoberto e preso em agosto. No dia 5 de outubro, quando a Revolução teve seu início, Castilhos França disparou três tiros para o alto na entrada do quartel do 26.o como forma de sinalizar o começo do levante, mas, logo em seguida, foi atingido na barriga por um tiro disparado por um sentinela. Recebeu socorro no local, mas acabou falecendo pouco tempo depois. Ismaelino de Castro assumiu o comando da insurreição em seu lugar. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, na cidade do Rio de Janeiro, "como a primeira vítima do movimento nacional". Em 13 de novembro do mesmo ano, Castilhos França viria a ser promovido post mortem por bravura pelo governo a capitão de corveta, pela sua atuação na Revolução. Em Belém, dá nome ao Boulevard Castilhos França, uma das principais vias da região central da cidade, e a um obelisco erguido em sua homenagem por seus colegas de armas na sede do Comando do 4.o Distrito Naval em dezembro de 1930.

Referências