Kleber Mendonça Filho é um diretor, roteirista, produtor, crítico e programador de cinema brasileiro. Em sua carreira cinematográfica, recebeu prêmios e indicações por seus filmes, começando a ser premiado ainda quando fazia curtas-metragens. Por seus filmes, foi indicado a um Oscar, dois BAFTAs e três Palma de Ouro, além de uma vitória no Globo de Ouro e Critics' Choice, quatro vitórias no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, e inúmeros prêmios em festivais, como no Festival de Cinema de Gramado e no Festival de Cinema de Cannes. Um de seus primeiros trabalhos exibidos em festivais foi o curta A Menina do Algodão, exibido no Festival do Rio, Festival Internacional de Curtas de São Paulo e Mostra Curta Cinema, além de uma exibição no Worldwide Short Film Festival, no Canadá. Vinil Verde, uma livre adaptação de uma fábula infantil russa chamada Luvas Verdes, foi uma de suas primeiras produções a receberem honrarias em festivais e premiações. Quando exibido no Festival de Cinema de Brasília, em novembro de 2004, Vinil Verde conquistou os troféus de Melhor Diretor, Montagem, Prêmio da Crítica e Prêmio Canal Brasil. No mesmo ano, em dezembro, recebeu o Prêmio Revelação no Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal. No próximo ano, conquistou mais prêmios no Cine PE e Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, em abril e julho de 2005, respectivamente. Ainda foi exibido no Festival de Cinema de Cannes, também em 2005, sendo essa a primeira vez que uma produção sua foi exibida em um grande festival de cinema internacional. Eletrodoméstica foi outro curta que fez sucesso em festivais e premiações. Ganhou o Grande Prêmio Canal Brasil, em 2006, conquistando vários prêmios no ano anterior no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, Mostra de Cinema de Tiradentes, Cine PE, e muitos outros. Entre os prêmios internacionais, recebeu honrarias no Festival de Cinema Luso-Brasileiro, em Portugal, Festival de Curtas de Hamburgo, na Alemanha, Cine Las Américas, nos Estados Unidos, Festival de Huesca, na Espanha, e Tabor International Short Film Festival, na Croácia. Noite de Sexta, Manhã de Sábado é outra produção premiada dessa época. No Festival de Cinema de Brasília, em 2006, recebeu os prêmios de Aquisição Canal Brasil, Melhor Atriz, e o Prêmio da Crítica. Foi outra produção de Mendonça Filho a conquistar um troféu no Festival de Cinema Luso-Brasileiro. Em seu primeiro longa-metragem, o documentário Crítico de 2008, recebeu o galardão de Melhor Montagem no Festival de Triunfo, em 2009. Seu próximo curta-metragem de sucesso foi Recife Frio, um mocumentário sobre uma estranha mudança climática na cidade tropical de Recife, sendo uma metáfora para discutir questões urbanas e sociais da cidade. O curta acabou por ser um sucesso de crítica, rendendo mais de 50 prêmios no Brasil e exterior. Seu segundo longa-metragem, agora de ficcção, O Som ao Redor foi o filme brasileiro mais aclamado de 2012, estreando no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Europa, onde conquistou o Prêmio FIPRESCI, honraria entregue pela Federação Internacional de Críticos de Cinema. Conquistou a condecoração de Melhor Diretor, Som, e os prêmios do público e da crítica no Festival de Gramado. No Festival do Rio e no Festival de Copenhague, ganhou Melhor Filme. Foi ainda escolhido pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil no Oscar 2014. Em 2016, lança Aquarius, estrelado por Sônia Braga, que integrou na competição principal do Festival de Cinema de Cannes, onde competiu pela Palma de Ouro, prêmio máximo e de maior prestígio do festival. Aclamado pela crítica e pelo público, Aquarius conseguiu inúmeros prêmios e indicações em importantes festivais e premiações, com a performance de Braga conseguindo troféus de Melhor Atriz nos festivais de Lima e Mar del Plata, e nos Prêmio Platino. Ainda recebeu o Sydney Film Prize no Festival de Cinema de Sydney. Codirgindo e coescrevendo o roteiro com Juliano Dornelles, Bacurau foi outra produção sua que foi exibida em Cannes, também competindo pela Palma de Ouro. O longa recebeu o Prêmio do Jurí no festival, fazendo com que Bacurau se tornasse o segundo filme brasileiro da história a ser premiado no certame geral de Cannes, após O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte. Novamente um sucesso de crítica, passou a ser selecionado para mostras principais de festivais prestigiados mundialmente, onde foi indicado e premiado. Foi o grande vencedor do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro de 2020, onde conquistou a honraria de Melhor Longa-metragem de Ficção, ao lado de prêmios como Melhor Direção, Roteiro Original, entre muitos outros. Dirigiu o documentário Retratos Fantasmas em 2023, sobre a rotina de ida ao cinema no centro de Recife durante o século XX, participando da sessão Special Screening do Festival de Cannes. O documentário levou o galardão de Melhor Filme no Prêmio APCA. Foi com O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura, que Kleber chegou nas grandes premiações do cinema. Assim como os outros filmes de Mendonça Filho, estreou em Cannes, competindo pela Palma de Ouro. Saiu do festival como o filme mais premiado da edição, recebendo as honrarias de Melhor Diretor e Melhor Ator, para Kleber e Wagner, respectivamente. Entre muitos troféus adquiridos ao longo de 2025 pelo filme, destacam-se indicações no BAFTA, nas categorias Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Roteiro Original, uma vitória na categoria Melhor Filme Estrangeiro no Critics' Choice, tornando-se o primeiro filme brasileiro a conquistar um prêmio na cerimônia, além de uma indicação a Melhor Ator para Moura, duas vitórias históricas no Globo de Ouro, em Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama, além de uma indicação a Melhor Filme em Drama, fazendo com que O Agente Secreto entrasse para a história do cinema brasileiro como o primeiro longa-metragem a conquistar duas vitórias no Globo de Ouro, uma vitória e indicação a Melhor Ator em Drama, e uma indicação a Melhor Filme em Drama. Ao receber quatro indicações ao Oscar, em Filme Internacional, Melhor Ator, para Wagner, Melhor Elenco, para Gabriel Domingues, e Melhor Filme, para a produtora Emilie Lesclaux, se tornou, ao lado de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, um dos filmes brasileiros mais indicados a premiação.
Principais cerimônias
Oscar
Globo de Ouro
Critics' Choice
BAFTA
Grande Otelo
César
Festival de Cinema de Cannes
Festival de Cinema de Gramado
Festival de Cinema do Rio
Prêmio Platino
Cine PE
Outros prêmios e indicações
Notas e referências
Notas
Referências