Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Gerando resumo

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Um gole da lata dos pais ou uma tentativa de ganhar disposição para estudar até mais tarde. O energético pode entrar na rotina de crianças e adolescentes por diferentes caminhos, mas a orientação de especialistas ouvidas pelo Pulsa é uma só: evitar o consumo da bebida nessa faixa etária.

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

PUBLICIDADE

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

A pediatra Maria Carolina de Pinho Porto, integrante do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ressalta que crianças e adolescentes ainda estão em desenvolvimento e são mais vulneráveis aos efeitos dessas bebidas. “O benefício daquela performance naquele momento não compensa o risco na faixa pediátrica.”

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Flávia Navarro, coordenadora da cardiologia pediátrica do Sabará Hospital Infantil acrescenta que não existe uma quantidade considerada segura para crianças e adolescentes. “Quanto menor o corpo, maior o impacto da mesma quantidade de cafeína”, explica.

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Assim, uma lata tolerada por um adulto pode representar uma carga proporcionalmente maior para uma criança ou adolescente. Os jovens também costumam ter menos hábito de consumir cafeína, o que aumenta a sensibilidade a seus efeitos.

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Publicidade

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Segundo Flávia, uma dose elevada de energético pode acelerar o coração, aumentar a pressão arterial e provocar palpitações. O consumo frequente, por sua vez, está associado a problemas de sono, ansiedade e piora do rendimento escolar.

Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado
Crianças e adolescentes podem tomar energético? Entenda os riscos para o coração e o aprendizado · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Completar 18 anos tampouco garante segurança. “É uma questão individual. Se você tiver algum fator de risco, o energético não vai ser seguro nunca”, afirma Maria Carolina. Condições como arritmias, ansiedade e distúrbios do sono precisam ser consideradas também na vida adulta.

Consumo de energéticos pode acelerar o coração, aumentar a pressão arterial e provocar palpitações Foto: Monkey Business/Adobe Stock

Nada de ‘é só um golinho’

Ver os pais ou irmãos mais velhos consumindo a bebida e encontrá-la em casa pode favorecer a experimentação e a repetição do consumo entre crianças, afirmam as especialistas.

Nesse contexto, oferecer um gole envolve o risco de familiarizar os mais novos com o energético. “O fato de ter em casa já predispõe a criança a experimentar e acabar gostando, porque é uma bebida açucarada”, diz Maria Carolina.

Publicidade

As versões sem açúcar também não devem ser vistas como uma opção adequada para esse público.

Energético não ajuda a estudar

Já na adolescência, quando a influência dos amigos ganha espaço, acompanhar o comportamento do grupo pode levar o jovem a consumir sem entender os perigos.

Nessa faixa etária, há ainda a ideia de que a bebida ajudaria a espantar o sono e prolongar as horas de estudo para o vestibular, mas, na verdade, ela pode atrapalhar o aprendizado. “Para a gente aprender, precisa dormir adequadamente”, afirma Maria Carolina. Segundo ela, o consumo pode aumentar a ansiedade e dificultar a concentração.

“Energético e café em excesso tendem a piorar o descanso e o desempenho”, acrescenta Flávia.

Publicidade

Leia também

- Veja 5 motivos para evitar o consumo de bebidas energéticas

- Internação de jovens e adolescentes em caso de ansiedade e estresse cresce 136% em dez anos

- Você está dormindo de forma correta? Saiba como identificar sinais

Gatilho para problemas cardíacos

CONTiNUA APÓS PUBLICIDADE

Combinar energético, café, pouco sono e estresse também amplia a preocupação com o coração. “Dormir pouco e viver sob estresse já deixam o organismo em alerta, e os estimulantes aumentam esse efeito”, explica Flávia.

A cardiologista ressalta ainda que esse tipo de bebida pode desencadear a manifestação de um problema cardíaco até então desconhecido. “Algumas condições do coração não dão sinais no dia a dia e só aparecem quando algo sobrecarrega o organismo. O energético pode funcionar como esse gatilho, e casos graves, embora raros, incluem arritmias e morte súbita”, explica.

Merecem atenção histórico familiar de morte súbita, desmaios inexplicados em parentes jovens e doenças cardíacas na família. Desmaio, palpitações ou cansaço fora do normal durante o esforço na própria criança ou adolescente também precisam ser relatados ao médico. A ausência desses antecedentes não torna o consumo seguro.

Quais sinais exigem atendimento?

Para Flávia, é preciso procurar atendimento de emergência diante de palpitações intensas ou persistentes, desmaio ou quase desmaio, convulsão, dor no peito ou falta de ar.

Publicidade

Em altaPulsa

Sarna humana: como identificar e tratar a doença que suspendeu aulas em escola de Atibaia

Pesquisadora da polilaminina chama ciência de religião e compara cientistas críticos a ela a Mengele

Estresse pode levar a ataques à geladeira; entenda por que e como retomar o controle

Agitação, insônia, dor de cabeça e coração acelerado também podem ocorrer e se parecer com ansiedade. “A diferença está na intensidade, na duração e no contexto”, diz a cardiologista.

Maria Carolina reforça que ansiedade e efeitos do energético podem aparecer juntos. Por isso, é preciso investigar o consumo, sem presumir que o mal-estar seja apenas emocional. Dificuldades para dormir e mudanças de comportamento, como maior ansiedade, também merecem investigação.

Ela orienta os pais a verificar como o jovem tem acesso à bebida e promover uma conversa com os familiares. “Não são todas as famílias que sabem que isso não é bom”, diz.

Flávia recomenda uma abordagem direta: “Pergunte ao adolescente se ele consome energéticos, porque muitas vezes isso não aparece na conversa”.

Publicidade