O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a Meta e o X, empresas de tecnologia americanas, expliquem em até 24h os critérios de distribuição de conteúdos e eventuais diferenças de tratamento entre as candidaturas dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A determinação inclui, ainda, o perfil do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acusado de receber ampliação excepcional de alcance e tratamento privilegiado. Caso as big techs descumpram o prazo determinado, terão que pagar uma multa diária de R$ 500 mil. A representação, apresentada pela equipe de campanha do petista, alega “tratamento desigual pelas plataformas Meta e X na distribuição, recomendação, moderação e impulsionamento de conteúdos político-eleitorais, bem como na utilização de ferramentas de inteligência artificial, com alegado favorecimento da candidatura investigada”.No documento, o ministro pede explicações sobre a remoção do vídeo do episódio “Flavinho de Papai”, da série Revelando, menos de uma hora após sua publicação. A Meta alegou que o conteúdo foi tirado do ar devido ao “descumprimento das regras aplicáveis a conteúdos eleitorais produzidos com inteligência artificial”. Entretanto, os responsáveis pela produção negam a utilização dessa tecnologia, afirmam ter empregado imagens ilustrativas licenciadas e materiais jornalísticos. Os criadores chegaram a apresentar recurso contra a remoção.“Os elementos apresentados, contudo, não permitem concluir, neste momento, que a medida decorreu de classificação equivocada do conteúdo ou de tratamento diferenciado em razão de sua orientação político-eleitoral”, diz Cueva. Não é a primeira vez que as plataformas são acusadas de favorecer Flávio Bolsonaro. Na última semana, a Meta já era alvo de uma determinação do tribunal sobre o favorecimento de candidatos. Na segunda-feira (19), o ministro Marco Aurélio Bellizze exigiu que a dona do Instagram provasse que está cumprindo as decisões da Corte sobre neutralidade e transparência. Apesar de aprender as medidas feitas, apontou que a empresa não cumpriu todas as determinações do TSE sobre a garantia de igualdade de entrega de conteúdos. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









