Uma técnica de enfermagem foi agredida por uma paciente que teria utilizado um cabo de carregador de celular para enforcá-la. O caso aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, na madrugada dessa terça-feira (29/9).O Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF) informou que a profissional precisou ser socorrida e ajudada por outros colegas que estavam de plantão. A técnica de enfermagem optou por não se identificar.“A equipe assistencial interveio imediatamente para interromper a agressão e preservar a segurança da profissional e dos demais presentes. A paciente, que apresentava um quadro de agitação, foi contida pela equipe e permaneceu sob cuidados assistenciais para avaliação e acompanhamento”, explicou o instituto. Leia também BrasilDentista passa mal com dor no estômago, é liberada de UPA e morre em casa Distrito FederalIges-DF abre seleção para médicos com salários de até R$ 16 mil Distrito FederalTRT-10 condena Iges a pagar adicional para enfermeiros do Hospital de Base A gestão da unidade de saúde informou que a profissional agredida foi acolhida e atendida pela equipe médica. Após o episódio, ela foi afastada das atividades. O Iges-DF afirmou ainda que tomou todas as providências cabíveis e relatou ter registrado boletim de ocorrência pela agressão cometida.Segundo o Iges, o instituto tem tomado medidas para reforçar a segurança dos colaboradores e conscientizar os pacientes.“O IgesDF destaca ainda que já vinha programando e adotando medidas para ampliar a prevenção e a segurança dos colaboradores nas unidades, incluindo ações de orientação, conscientização e reforço dos fluxos de atendimento diante de situações de violência.”O instituto ressaltou não compactuar com qualquer forma de violência contra seus profissionais e reforça que situações dessa natureza são tratadas com seriedade, com adoção das medidas necessárias para proteger colaboradores, pacientes e acompanhantes.Coren-DF pede providênciasApós o episódio de agressão, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) cobrou medidas de segurança do IgesDF, do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).“Até quando a enfermagem terá que suportar a violência no exercício da profissão? Até onde pode chegar a ira de alguém que não conseguiu atendimento?”, questionou o presidente Coren-DF, Elissandro Noronha. “Basta de violência! A enfermagem está na linha de frente para cuidar e também deve ser protegida.”Na manifestação, o conselho também pediu a regulamentação das leis nº 7.743/2025 e 7.934/2026. A primeira lei foi sancionada em setembro de 2025 e determina o uso de serviços especializados de vigilância privada nas unidades públicas de saúde do DF. Já a segunda cria o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde no DF.








