É inquestionável que o lançamento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake está envolto em grandes expectativas. E não é para menos: estamos falando da recriação de uma das obras mais aclamadas de todos os tempos. O Canaltech foi convidado pela Nintendo para testar em primeira mão uma demonstração de duas horas do jogo que é [object Object] na Cidade do México, e logo surgiu a dúvida: será que mexer em um clássico tão querido por tanta gente não acabaria com a magia da nossa memória afetiva? A resposta curta é: não. Na verdade, a impressão que fica é exatamente o oposto. É quase como visitar sua casa de infância Para explicar a sensação de jogar The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake , me peguei pensando em algo que me aconteceu e me deixou bastante pensativo. Eu cresci em uma casa onde morei até os meus 10 ou 11 anos. Depois disso, fiquei cerca de 25 anos sem pisar lá. Na minha memória de infância, aquela casa era gigantesca. Os cômodos pareciam infinitos, o quintal era um universo a ser explorado e, à noite, com as luzes apagadas, o corredor chegava a dar um pouco de medo. Quando finalmente voltei lá depois de adulto, vi que a casa não era tão grande assim. Aqueles lugares que eu achava vastos eram, na verdade, pequenos e muito mais simples do que a minha memória guardava. Revisitar um jogo com o peso de Ocarina of Time traz exatamente esse receio: será que, ao voltar agora, eu ia achar o mundo pequeno, simples ou até desinteressante perto do que eu lembrava? A grande sacada da Nintendo com este remake foi não apenas "limpar a poeira" do original, mas pegar aquela casa da infância e fazer uma reforma completa. A companhia ampliou o terreno, reconstruiu os ambientes e transformou a estrutura simples em uma verdadeira mansão. Tudo aquilo que parecia gigante na nossa imaginação de infância agora realmente é gigante na tela. Muito mais que uma repaginada visual No tempo que tivemos com Ocarina of Time Remake, ficou claro que ele não é um "copia e cola" com gráficos bonitos . O jogo pega a essência do título de 1996 e expande em absolutamente todas as direções, tanto no aspecto de sua direção de arte quanto na jogabilidade. Kokiri Forest e a Grande Árvore Deku Logo no início da demonstração que jogamos, ao explorar Kokiri Forest, a sensação de familiaridade está lá, mas tudo parece mais vivo e orgânico . Lugares que antes eram simples buracos ou texturas confusas agora viraram cachoeiras impressionantes. O nível de detalhes salta aos olhos: ao entrar na loja da floresta, a perspectiva em 3D livre muda completamente a navegação. Até os itens ganharam uma atenção impecável. O Escudo Kokiri (no jogo totalmente em português do Brasil), por exemplo, possui marcas de cola visíveis na parte interna do empunhadura e pequenos riscos de uso — detalhes que seriam impossíveis no Nintendo 64. Outro ponto que muda drasticamente o ritmo da exploração é a movimentação. Antigamente, o pulo do Link era 100% automático dependendo da direção do analógico. Agora, temos um botão dedicado para o pulo . Pode parecer um detalhe pequeno, mas isso transforma a dinâmica de travessia e o combate , trazendo uma camada inédita de controle. Minha memória muscular me traiu diversas vezes, fazendo com que eu caísse em áreas que nunca foram um problema para mim. Ao entrar na Grande Árvore Deku, a escala impressiona. A dimensão interna da [object Object] passa uma sensação real de profundidade e proporção com o que se vê do lado de fora.. A demonstração dessa primeira etapa passou rápido, nos levando desde a busca pelo estilingue até a queda na teia de aranha no fundo do tronco. O Burgo de Hyrule e a imersão na narrativa Saindo da Kokiri Forest, o jogo introduz cutscenes completas para momentos marcantes da história. Essa escolha narrativa traz uma vivacidade e uma fidelidade imensas, tornando a interação entre Link e os outros personagens muito mais envolvente . Ao caminhar pelo Campo de Hyrule (agora oficialmente “ Irule” na versão brasileira) em direção ao Burgo (ou Castle Town antes da localização), percebe-se como a topografia do mundo foi enriquecida . O ambiente está mais preenchido, com inimigos distribuídos de forma orgânica e pontos de interesse que chamam a atenção à distância — como o Rancho Lon Lon, que dá ainda mais vontade de ser visitado. Chegando ao Burgo de Irule, o choque visual é inevitável: A prova de fogo: Link Adulto no Templo da Floresta [object Object] A última parte da demonstração nos colocou direto no controle do Link Adulto dentro do Templo da Floresta. Essa é a área que melhor demonstra a dose de ação e a complexidade dentre as áreas exploradas no teste. Diferente do início do jogo, aqui enfrentamos combates mais acalorados e batalhas contra minichefes que exigem respostas rápidas . A física ajustada e o combate mais dinâmico deixaram os confrontos nitidamente mais desafiadores do que na versão original. Bem, pelo menos essa foi a impressão que tive, o que não significa que seja verdade (teremos que esperar a análise completa para ter certeza) Além disso, foram adicionadas melhorias de qualidade de vidas inteligentes . A exemplo de uma certa seção da dungeon , onde surge um elevador que serve como um atalho que facilita o retrabalho caso você precise voltar para buscar algum item esquecido — uma adição certeira para deixar o fluxo de exploração fluído sem tirar o mérito dos quebra-cabeças. O novo ponto de partida para a franquia? [object Object] Antes de colocar as mãos no jogo, confesso que me perguntava se Ocarina of Time conseguiria se sustentar para um público mais novo que nunca jogou o original e não tem a nostalgia como combustível. Depois de duas horas de testes na Cidade do México, a resposta é um sonoro sim . A Nintendo parece ter conseguido encontrar um bom equilíbrio entre respeitar a obra-prima do passado e traduzi-la para a linguagem atual dos videogames. O jogo original envelheceu bem, e seus aspectos mais desanimadores podem ser facilmente corrigidos dentro da abordagem que nos foi apresentada durante este teste. Apesar de termos obras mais recentes e com outro nível de grandeza, como Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, Ocarina of Time tem potencial de ser o ponto de entrada para aqueles que querem conhecer a franquia e entender o motivo por trás da lenda. Com dublagem e localização muito bem feitas em português do Brasil, um mundo denso, combate reformulado e um carinho nítido em cada textura, este lançamento promete não só emocionar os fãs antigos, mas marcar uma nova geração de jogadores . O que posso dizer depois de jogar duas horas neste preview é que estou ansioso para desbravar a nova Hyrule que nos aguarda. The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake tem lançamento agendado para 5 de novembro de 2026, exclusivamente para o Nintendo Switch 2. Entenda a importância e como The Legend of Zelda revolucionou a indústria dos games . * Gabriel Rimi viajou à Cidade do México a convite da Nintendo

Ocarina of Time Remake: Testamos o maior remake da história da Nintendo
Ocarina of Time Remake: Testamos o maior remake da história da Nintendo · Imagem: Source: canaltech.com.br
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The Legend of Zelda Ocarina of Time Remake
The Legend of Zelda Ocarina of Time Remake · Imagem: Reprodução/Nintendo