Fábia Oliveira

A coluna conversou com o neurocirurgião Orlando Maia, que explicou como o problema ocorre e quais são os riscos para os pacientes

Fábia Oliveira

30/09/2026 13:01

Reprodução/redes sociais,

A família de Bruno Gagliasso foi pega de surpresa, na última segunda-feira (28/9), com a notícia da morte do pai do ator, Paulo César Pereira Marques, aos 79 anos, após ficar 20 dias internado, sofrer um AVC e passar por duas cirurgias.

A coluna conversou com o neurocirurgião Orlando Maia, que contou que o problema é a segunda maior causa de morte no mundo, doença também é uma das principais fontes de incapacidade permanente.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas

Ver todas as newsletters
O especialista ainda recordou que Outubro é o Mês Mundial de Conscientização sobre o AVC: “O acidente vascular cerebral (AVC) segue entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo”, afirmou ele.
Números do problema de saúde
Ainda durante a conversa, ele revelou que, em 2025, mais de 85 mil brasileiros morreram em decorrência da doença, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
11 imagens
1 de 11
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank chegam juntos no cemitério
Rogerio Fidalgo/AgNews
2 de 11
Bruno Gagliasso aena para fotógrafos ao chegar no velório do pai
Rogerio Fidalgo/AgNews
3 de 11
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank se despediram do pai do ator
Rogerio Fidalgo/AgNews
4 de 11
Pai de Bruno Gagliasso, Paulo César Marques é velado em Botafogo, zona sul do Rio
Rogerio Fidalgo/AgNews
5 de 11
Bruno Galiasso recorda encontro de família após morte do pai, Paulo César Marques
Instagram/Reprodução
6 de 11
Paulo César Marques e Bruno Gagliasso.
Reprodução/redes sociais,
7 de 11
Paulo César Marques e Bruno Gagliasso.
Reprodução/redes sociais.
8 de 11
Bruno Galiasso posa com o pai. Paulo César Marques, e um de seus filhos em frete à fogueira
Instagram/Reprodução
9 de 11
Bruno Galiasso e Paulo César Marques posam em meio à plantação
Instagram/Reprodução
10 de 11
Paulo César Marques e Bruno Gagliasso.
Reprodução/redes sociais,
11 de 11
Bruno Galiasso e Paulo César Marques são clicados em momento descontraído
Instagram/Reprodução
Em maio deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou sua primeira resolução dedicada exclusivamente ao AVC, que reforçou a importância da prevenção, do diagnóstico precoce, do atendimento de emergência e da reabilitação.
O que é
De acordo com Orlando Maia, o AVC ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do encéfalo é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe.
“O tipo mais frequente é o isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria que leva sangue ao cérebro, geralmente por um trombo formado no próprio vaso ou por um êmbolo vindo de outra região, como o coração ou as grandes artérias”, disse, antes de completar:
“No AVC hemorrágico, um vaso se rompe e provoca sangramento dentro do encéfalo ou ao redor dele. Os mecanismos e os tratamentos são diferentes, e por isso é essencial chegar rápido a um serviço preparado para fazer a avaliação adequada”, declarou.
Socorro rápido
Em seguida, o médico relatou que um dos maiores riscos é tratar os primeiros sinais como algo passageiro: “Alteração na fala, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, confusão mental, alterações visuais, tontura, perda de equilíbrio ou dor de cabeça intensa e repentina não devem ser banalizadas”, enumerou.
E prosseguiu: “No AVC, o tempo é uma variável clínica: quanto mais tempo uma região do cérebro fica sem circulação adequada, maior pode ser a lesão”, alertou.
Prevenindo a doença
O neurocirurgião comentou também como prevenir o AVC: “Embora possa ocorrer em qualquer idade, grande parte dos casos está ligada a fatores de risco modificáveis: hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo”, pontuou.
Logo depois, o especialista disse: “Atividade física regular, alimentação equilibrada e acompanhamento médico das condições de saúde fazem parte da prevenção. Idade, predisposição genética e histórico familiar de doenças cardiovasculares também influenciam o risco”, observou.
No fim do bate-papo, o médico falou sobre as mudanças de perfil dos pacientes: “O AVC não é uma doença exclusiva da velhice. Segundo a World Stroke Organization, quase 2 milhões de pessoas entre 18 e 49 anos sofrem um AVC por ano no mundo. Por isso, sintomas neurológicos súbitos não devem ser ignorados só porque o paciente é jovem”, encerrou.
