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Lula diz que 'mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável'
Lula diz que 'mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável' · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Presidente da República defendeu a liberdade religiosa

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O presidente Lula em evento no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que "mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável" e defendeu a liberdade religiosa.

Ao defender a importância da santa para os fiéis, o presidente lembrou o episódio de 1995 em que um pastor evangélico chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão.

– Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida – disse, em entrevista à TV Bandeirantes. – Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé.

A questão foi impulsionada nas redes sociais após um debate sobre um projeto de lei arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Lula defendeu a liberdade religiosa:

– Eu respeito a religião evangélica, eu quero que eles respeitem a religião católica, que a católica respeite eles, que respeitem a religião de matriz africana. Cada um professa sua fé com quiser, sem magoar os outros.

Neste domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou uma decisão do ministro André Mendonça e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em padroeira do Brasil.

A ordem de Dino foi dada em um pedido apresentado pelo humorista Antônio Tabet, que recorreu contra a decisão de Mendonça tomada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na sexta-feira, Mendonça determinou a remoção das redes sociais de um post no qual Tabet falava sobre um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida, em meio às eleições. Na ocasião, o ministro atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que levou a questão ao órgão eleitoral.

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