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Em entrevista à CNN, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, por adotar práticas comerciais unilaterais, comparando-o a um imperador. Lula defendeu o multilateralismo para manter a harmonia nas relações comerciais. Ele também pediu a Trump que não interfira nas eleições brasileiras, destacando a importância da soberania nacional e a longa relação diplomática entre os dois países. Lula expressou preocupação com possíveis interferências usando inteligência artificial.

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 21, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “age como um imperador” ao adotar práticas comerciais unilaterais.

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Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, âncora da CNN Internacional, Lula defendeu o “multilateralismo” como forma de manter a “harmonia” nas relações comerciais entre os países.

“É uma forma de governar com a qual não concordo. Ele tem um jeito de governar baseado em “sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer”. É a lei do mais forte”, disse o presidente brasileiro.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Mauro Pimentel/MAURO PIMENTEL

Não é a primeira vez que Lula se dirige ao presidente dos Estados Unidos como imperador. Em declarações dadas em diferentes ocasiões à imprensa — como em julho do ano passado e, mais recentemente, em junho deste ano durante a cúpula do G7 na França —, o presidente brasileiro reiterou suas críticas ao estilo de governar de Trump, afirmando que o líder norte-americano “fala muito e ouve pouco” e precisa lembrar que foi eleito para governar os EUA, e não para agir como o “imperador do mundo”.

‘Falei para os EUA não interferirem nas eleições brasileiras’

Lula afirmou ainda que pediu ao presidente dos Estados Unidos que não interfira nas eleições gerais do Brasil.
“Eu falei pro Trump que é bastante importante para os EUA não interferirem nas eleições brasileiras, porque temos uma relação diplomática de mais de 200 anos. O povo brasileiro não é antiamericano. Nós temos uma relação muito sofisticada com os EUA”, declarou.
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E acrescentou:
“As eleições brasileiras são do interesse do povo brasileiro, e as eleições dos EUA são do interesse do povo americano. Portanto, é o povo que importa; é o povo que comete erros ou acerta. Mas essa é uma responsabilidade do povo. E eu não quero que os EUA interfiram de forma alguma. Há alguns indícios de interferência, de uso de inteligência artificial”.
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