O que a guerra na Ucrânia e a guerra no Irã têm em comum?

Ataque de Kiev a um navio iraniano no mar Cáspio expõe uma rede densa de inteligência militar circulando entre os dois conflitos.

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As negociações trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para tentar pôr fim à guerra poderão ser retomadas em outubro, afirmou neste domingo, 13, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Segundo ele, Moscou não descarta a possibilidade de novas conversas no próximo mês.

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“Não estamos descartando essa possibilidade. Estamos falando precisamente de uma perspectiva previsível. Ou seja, não podemos excluir o mês de outubro”, disse Peskov a jornalistas russos, segundo as agências de notícias RIA Novosti e TASS.

Os Estados Unidos tentam reativar os esforços diplomáticos para encerrar o conflito, que já dura mais de quatro anos. Nas últimas semanas, negociadores americanos viajaram a Kiev e Moscou, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, e o russo, Vladimir Putin, mantiveram conversas por telefone.

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Fumaça subindo após um ataque aéreo russo em Kiev, em 29 de agosto de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia Foto: Serhii Okunev / AFP

As negociações anteriores não avançaram, e os esforços conduzidos pelos Estados Unidos foram interrompidos depois que a atenção de Trump se voltou para a guerra entre EUA e Israel e o Irã no Oriente Médio.
Em entrevista exibida no sábado, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, afirmou estar disposto a se reunir com Putin durante a cúpula do G20, marcada para dezembro, em Miami. Peskov rejeitou a possibilidade neste domingo e classificou o encontro como “impossível”. Segundo o porta-voz, Moscou mantém a exigência de que uma eventual reunião entre os dois líderes ocorra na capital russa.
Putin tem rejeitado propostas para um encontro presencial com Zelenski para discutir o fim da guerra. O conflito provocou milhares de mortes e graves perdas econômicas na Ucrânia e na Rússia.
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Também neste domingo, o conselheiro do Kremlin Yuri Ushakov afirmou a jornalistas, incluindo da AFP, que ainda não existe um “pacote coordenado” que possa servir de base para novas negociações.
“No momento, existe a sensação de que é necessário chegar a um acordo sobre a questão territorial. Mas também existem muitas outras questões”, disse Ushakov. /AFP
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