Após declaração de apoio de Zema, candidato do PL vai à Goiânia atrás de aliança com Caiado nesta terça-feira, 6

5 out 2026 - 20h21

(atualizado às 20h23)

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- Por: Maria Luiza Valeriano

Flávio inicia sua campanha de segundo turno correndo atrás de apoio da direita

Foto: Tiago Queiroz/Agência Estado; Edilson Rodrigues/Agencia Senado e Daniel Teixeira/Estadão

A disputa pela Presidência da República começa o segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado no domingo, 4, enquanto Lula ficou com 45,16%. A diferença de menos de dois pontos percentuais fez deste o primeiro turno presidencial mais apertado desde a redemocratização, em 1989, e dá o tom de uma corrida por apoio.

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Juntos, os demais concorrentes somaram aproximadamente 9,3 milhões de votos, que passam a ter peso na definição do resultado. Flávio já começou a construir sua estratégia de segundo turno. Na segunda-feira, 5, recebeu o apoio público de Romeu Zema (Novo), enquanto marcou para esta terça-feira, 6, uma reunião em Goiânia com Ronaldo Caiado (PSD), que deve oficializar a seu apoio.

Zema declara voto em Flávio

Zema, em vídeo publicado nas redes sociais, logo se posicionou. O ex-governador de Minas Gerais passou longe do segundo turno, tendo alcançado apenas 0,27% dos votos. Em seu colégio eleitoral, também não teve apoio. Recebeu 0,82% dos votos válidos em Minas Gerais.

"Não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula", declarou.

Caiado deve oficializar aliança nesta terça

Flávio Bolsonaro irá à Goiânia nesta terça-feira, 6, para se reunir com Ronaldo Caiado, que terminou o primeiro turno com 2,18% dos votos válidos, ou 2.605.148 votos. Caiado deve declarar oficialmente apoio a Flávio durante o encontro, marcado para as 14h30. O anúncio será feito ao lado de Daniel Vilela (MDB), governador eleito de Goiás, no espaço que funcionou como comitê central de sua campanha.

Não é a primeira tentativa de Flávio de conquistar Goiás. No dia 27 de setembro, esteve em Goiânia e pediu possíveis eleitores de Caiado transferissem seu voto. Em seu Estado, o ex-governador alcançou 12,33% dos votos.

Outros 6 milhões de votos ainda estão em disputa

Augusto Cury (Avante) terminou o primeiro turno com 2,89% dos votos válidos. Já Renan Santos (Missão) recebeu 2,24%. Juntos, totalizaram aproximadamente 6 milhões dos eleitores.
Renan, porém, já declarou que não apoia as opções de segundo turno. Em live após a apuração deste domingo, o candidato classificou o próprio desempenho como decepcionante e destacou que se posicionar não fará diferença na corrida eleitoral.
"Eu não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro", declarou.
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Até o momento, Augusto Cury também não declarou apoio a nenhum dos nomes.
"Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança", afirmou Cury. O escritor fez menção ainda ao desejo de ter propostas de outros candidatos consideradas pelo presidente eleito.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) se juntou aos apoiadores de Flávio, nesta segunda-feira. "A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio [Bolsonaro]", em vídeo publicado nas redes sociais.
Fonte: Portal Terra
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