Na reta final da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com cerca de 687 empresários e representantes do mercado financeiro em um jantar nessa sexta-feira (25), em São Paulo. O número foi mais que o dobro da expectativa inicial, de aproximadamente 300 participantes.Cada convidado recebeu um exemplar do programa de governo de Lula. Diante do empresariado, o presidente concentrou parte importante do discurso em um recado sobre as contas públicas e tentou combinar responsabilidade fiscal com manutenção das políticas sociais.“Estabilidade fiscal é uma coisa obrigatória. Quanto mais as contas estiverem desajustadas, quem vai pagar o preço é o povo pobre. A estabilidade fiscal é obrigação nossa”, afirmou.Lula também defendeu o histórico fiscal do governo e disse que recebeu o país com déficit de 2,8% e chegou a 0,1%. “É pouco? É. Mas é a comprovação de que temos compromisso com a responsabilidade fiscal”, afirmou.Ao mesmo tempo, fez questão de dizer aos empresários que não pretende fazer o ajuste cortando políticas sociais. “Se a gente não tem responsabilidade social junto com responsabilidade fiscal, a gente não resolve o problema desse país.”O presidente defendeu ainda o fortalecimento da indústria nacional e investimentos em tecnologia, inteligência artificial e data centers. Sobre a exploração de terras raras por empresas estrangeiras, avisou: “Vai ter que vir para trabalhar sob nosso comando”.No discurso, Lula também criticou a fatia do Orçamento controlada pelo Congresso e voltou a defender mudanças institucionais. “O Congresso não pode tomar 50% do Orçamento da União. Não é justo. É preciso uma reforma profunda.”O candidato petista também fez uma crítica ao nível do debate político atual e disse sentir falta das disputas eleitorais em que, segundo ele, havia mais espaço para argumentos. Citou nominalmente José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso e afirmou que hoje o debate foi substituído por “frase” e “lacramento”.Nesse contexto, voltou a defender mudanças institucionais. Lula falou na necessidade de uma reforma política e também no Judiciário e chegou a levantar a discussão sobre mandato para integrantes da Justiça, mas sem defender um modelo específico. “Tem que ter mandato para o Judiciário? Acho que a sociedade vai ter que se manifestar, porque o que está acontecendo não é bom para o país”, afirmou.O encontro teve presença forte do governo. Participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, Dario Durigan, ministro da Fazenda, Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e Alexandre Padilha, ministro da Saúde, além de outros integrantes do primeiro escalão.Também estavam os comandantes dos três principais bancos públicos federais: Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, e Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal.Ao final, Lula transformou o discurso econômico também em pedido eleitoral. Disse que seu objetivo é fazer do Brasil “um país de classe média” e afirmou que não quer “só um país de Bolsa Família, de pequenas coisas”.“Quero um país de grandes coisas. Para isso, eu conto com vocês”, disse aos empresários.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









![A general view of the UN General Assembly hall during the 81st UN General Assembly in New York City, US, September 22, 2026. The assembly is considering long-standing calls to reform the UN Security Council [Kylie Cooper/Reuters]](https://focobra.com/media/2026/09/e3b7162ede3cb34f7ccd351a.jpg)