O Distrito Federal registrou pelo menos 101 afogamentos entre janeiro e 14 de setembro deste ano, número quase duas vezes maior em relação a 2025 quando 56 pessoas se afogaram. Os dados são do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).Com 15 ocorrências, setembro já é o mês em que mais ocorreram afogamentos na capital federal neste ano, seguido pelo mês de janeiro quando 13 afogamentos foram registrados. Na última semana, dois homens morreram após se afogarem no Lago Paranoá — um policial militar durante treinamento e um motociclista após um acidente na Ponte do Bragueto onde foi arremessado. Os incidentes ainda não entraram nas estatísticas.Só em 13 de setembro, três vítimas se afogaram no intervalo de 1h em pontos distintos do DF. Um homem precisou ser reanimado por 30 minutos e sobreviveu após se afogar na Prainha do Lago Norte. Outras duas crianças também sobreviveram com auxílio do CBMDF após se afogarem em piscinas em Arniqueira e São Sebastião.Os dados revelam que 234 ocorrências de afogamentos foram registradas entre 2022 e 2025. Desse total, 79,3% dos afogamentos foram registrados em piscinas e no Lago Paranoá, sendo 45,2% dos acidentes aquáticos em piscinas e 34,1% no Lago Paranoá.Além disso, 346 ocorrências aquáticas fizeram que o Corpo de Bombeiros do DF atuasse em resgastes, em sua maioria, de embarcações que ficaram à deriva. No Entorno, a corporação chegou a auxiliar no resgate do corpo de 10 vítimas durante os últimos quatro anos.Mortes no Lago ParanoáUm principais cartões-postais e espaços de lazer do Distrito Federal, muito associado a práticas desportivas e passeios náuticos principalmente durante os dias de calor, o Lago Paranoá registrou 25 mortes entre 2022 e 2025.Os dois casos mais recentes deste ano aconteceram na última semana. No dia 21 de setembro, o policial militar Lucas Duran da Silva, de 28 anos, morreu durante um treinamento do curso de mergulho após ter sofrido um mal súbito. A causa da morte ainda é investigada pela Polícia Civil do DF (PCDF). Leia também Distrito FederalEm 1h, bombeiros socorrem 3 vítimas de afogamento em pontos distintos do DF Distrito FederalSaiba quem é o homem que morreu ao ser arremessado de moto no Lago Paranoá Distrito FederalMenino que caiu no Lago Paranoá de moto junto com o pai deixa hospital No último domingo (27/9), o cobrador Rogério Salles Brandão e o filho caíram direto da Ponte do Bragueto dentro do Lago Paranoá após um acidente de moto. Hospitalizado, o homem morreu um dia depois e o seu filho sobreviveu. No dia 8 de agosto deste ano, o corpo de um homem não identificado também foi localizado perto da Ponte JK por suspeita de afogamento.3 imagensFechar modal.1 de 3O cobrador Rogério Salles morreu na segunda-feira (28/9) após cair na Ponte do BraguetoRedes sociais/Reprodução2 de 3O soldado da PMDF Lucas Duran morreu após se afogar durante treinamentoReprodução3 de 3Arlisson Carlos, 22 anos, morreu após se afogar no Lago ParanoáReprodução / Redes sociaisUm adolescente de 13 anos também morreu após se afogar no Lago Paranoá, em 30 de julho, no local conhecido como Poção, próximo à barragem do Paranoá, no Distrito Federal.Nos primeiros dias do ano, em 12 de janeiro, o morador de Samambaia (DF) e estudante de educação física, Arlisson Carlos, de 22 anos, morreu depois de ser encaminhado em estado grave. O jovem se afogou no Setor de Clubes Sul, na Orla da Ponte JK, e não resistiu.Dois meses depois, em 9 de março, um homem se afogou e o corpo foi localizado um dia depois no Clube Almirante Alexandrino, no Setor de Clubes Esportivos Norte.Outras mortes por afogamento no DF em 2026Em 22 de janeiro, um piscineiro de 63 anos morreu por volta das 10h22 após se afogar em uma piscina na SMPW Q 14, Conjunto 2, no Núcleo Bandeirante (DF). O homem teria sido encontrado sem vida pelo filho, de 44 anos, que exerce a mesma profissão do pai;Um homem de 47 anos morreu em 15 de março após entrar em parada cardíaca causada por afogamento na Cachoeira Entre Lagos, localizada dentro do Condomínio Mansões Entre Lagos, na região do Itapoã (DF);Um bebê, de 1 ano, morreu afogado, na tarde de 7 de maio, em uma casa na Quadra 19 do Park Way;Uma mulher morreu após se afogar em um pesque e pague, no bairro Bom Sucesso, em São Sebastião. O caso aconteceu em 30 de julho. De acordo com testemunhas, a vítima ficou cerca de sete minutos submersa.Recomendações do Corpo de BombeirosO Corpo de Bombeiros do DF recomenda que os banhistas que optem por frequentar o Lago Paranoá deem preferência aos cinco pontos fixos de socorro do CBMDF: Ponte JK, Piscinão do Lago Norte (Setor de Mansões), Praia dos Orixás, Ponte do Bragueto e Ermida Dom Bosco.A corporação alerta ainda que o álcool e a confiança por saber nadar podem ser fatores perigosos.“O maior inimigo na água é a bebida alcoólica. É de extrema importância evitar a ingestão de bebida alcoólica antes de entrar na água, pois o álcool altera a capacidade de julgamento, reflexos e física, tornando o banhista mais vulnerável a ocorrências de afogamento”, recomenda a corporação.“É importante também não superestimar a própria capacidade de natação. Se você não sabe nadar ou não nada muito bem, evite entrar em locais mais fundos”, acrescenta.Em caso de afogamentos, o Corpo de Bombeiros do DF aconselha acionar o guarda-vidas de serviço no local e ligar imediatamente para o CBMDF no número 193.“Passe o máximo de detalhes possível sobre o local da ocorrência para facilitar a chegada da equipe de resgate. Se você não sabe nadar ou não tem conhecimento sobre técnicas de salvamento aquático, não tente realizar o salvamento para não se tornar outra vítima. Mantenha alguém parado olhando para o local onde a vítima está se afogando, pois, caso ela submerja, essa pessoa poderá fornecer a referência mais exata do local onde serão feitas as buscas”, orienta.A corporação também alerta que, caso seja possível acessar a vítima com segurança, por meio de uma embarcação, é recomendado oferecer um material flutuante para que a vítima possa se apoiar até a chegada da guarnição de socorro do CBMDF.












