Igor Gadelha

Bolsonaristas apontam que André Mendonça levou a melhor ao conquistar apoio de Edson Fachin e Cármen Lúcia contra Alexandre de Moraes

Gustavo Zucchi

16/09/2026 05:00

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Lideranças bolsonaristas avaliam que André Mendonça saiu fortalecido da sessão do STF da terça-feira (15/9), na qual ministros analisaram um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes no âmbito do Caso Master.

Para caciques bolsonaristas, a principal vitória de Mendonça foi ter contado com os votos do presidente do Supremo, Edson Fachin, e da ministra Cármen Lúcia contra a questão de ordem inicial que dominou a sessão da Corte.

3 imagens
1 de 3
Mendonça passou bilhete a Toffoli em meio à sessão do plenário do STF
Rosinei Coutinho/STF
2 de 3
A ministra Cármen Lúcia durante o segundo dia de julgamento do STF sobre os royalties do petróleo
Gustavo Moreno/STF
3 de 3
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin
Reprodução/TV Justiça
A questão de ordem foi apresentada por Flávio Dino e relatada por Gilmar Mendes. Ela pedia que os pedidos de investigação contra Moraes e contra Mendonça fossem analisados conjuntamente.
A articulação de Dino e Gilmar acabou com placar de 4 votos a 3 para ser rejeitada. Dino chegou a votar a favor da questão de ordem, o que empataria o placar. Ao pedir vista, porém, retirou seu voto.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todas
Ver todas as newsletters
O resultado sinaliza que Moraes também não terá maioria no plenário para evitar o pedido de investigação. Sobretudo diante da expectativa de que ele não poderá votar durante a análise do mérito.
Dessa forma, o entendimento de bolsonaristas é de que, embora as apurações contra Moraes ainda não tenham sido autorizadas, o grupo em torno do ministro sai enfraquecido e com perspectivas negativas para o futuro.


